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Caetano Veloso versa sobre tecnologia e arte em Anjos Tronchos

Caetano Veloso

Vivemos todos em tempos digitais. Um post – como este que você lê – um vídeo, um meme, as fake news que circulam nos grupos no WhatsApp ou o influencer da semana podem ditar as regras e os rumos da sociedade.

Bebendo desta fonte virtual, Caetano Veloso lança Anjos Tronchos, o primeiro single de Meu Coco, seu primeiro disco de canções inéditas desde o longínquo 2012 de Abraçaço.

“Agora a minha história é um denso algoritmo / Que vende venda a vendedores reais”. Sim, o mundo mudou muito em nove anos, sobretudo na maneira em que consumimos tecnologia. Se em 2012 ainda dependíamos do CD como veículo de consumo de música, hoje ela está no streaming, nas nuvens de dados surgidas nos laboratórios do Vale do Silício, onde algoritmos capturam – para o bem e para o mal – nossos gostos e hábitos.

Enquanto isso, “Palhaços líderes brotaram macabros / No império e nos seus vastos quintais”. Sim, a mesma tecnologia que traz conhecimento e encurta distâncias também trouxe a luz figuras nefastas que, desassistidas de espaço, encontraram um nicho no mundo digital para coexistirem.

Contudo, apesar dos tempos sombrios, ainda há um raio de sol nas nuvens: “Mas há poemas como jamais / Ou como algum poeta sonhou / Nos tempos em que havia tempos atrás / E eu vou, por que não? / Eu vou, por que não? Eu vou” – evocando os versos de “Alegria, alegria”, seu clássico de 1967.

Confira o clip de Anjos Tronchos, que marca a estreia de Caetano Veloso na Sony Music – após mais de 50 anos no conglomerado de música que passou por CBD, Phonogram, PolyGram e Universal.

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