Da música para o cinema: recontar trajetória de artistas na grande tela é garantia de sucesso

O filme “2 Filhos de Francisco: A história de Zezé di Camargo e Luciano”, cinebiografia da dupla sertaneja, que até agora já contabiliza mais de 1 milhão de expectadores, comprova que aquela surrada história do cantor-prodígio-miserável-e-talentoso, que passa pelos piores perrengues do mundo, até chegar ao mega-estrelato, continua sendo chave de cadeia nas bilheterias dos cinemas do Brasil e do mundo.

Se “Cazuza – O Tempo Não Pára” consagrou-se como a maior bilheteria do cinema nacional em 2004, “2 Filhos de Francisco” parece ter fôlego para ir muito além dos 2 milhões de expectadores. Embora sejam histórias de vida completamente diferentes, ambos os filmes, tem a música como incrível fio condutor, assim como o sofrimento, e falam de grandes personalidades da música popular brasileira.

As semelhanças param por aqui. Comparar a obra de Cazuza à obra de Zezé di Camargo e Luciano é algo totalmente fora de questão. De qualquer maneira, já faz algum tempo que a indústria do cinema vem levando para as telas, as trajetórias de alguns dos maiores ídolos do grande público.

Este mês está chegando às locadoras a versão em DVD de outro extraordinário hit de bilheteria: “Ray”, que narra a trajetória do garoto cego que se tornou um dos maiores ícones da música black americana: Ray Charles. Lançado em 2004, “Ray” faturou mais de 100 milhões de dólares nos EUA, e teve várias indicações ao Oscar, faturando o de melhor ator para Jamie Foxx, pela sua brilhante e irretocável interpretação.

Falando em grandes atuações, não podemos esquecer da atuação de Val Kilmer no filme “The Doors”, de Oliver Stone. Além de ser fisicamente muito parecido com Jim Morrison, Kilmer parecia estar verdadeiramente possuído pelo astro do rock, que morreu misteriosamente em 1971, em Paris.

Em 1993, Ângela Basset foi indicada ao Oscar de melhor atriz ao levar às telas, a história de Tina Turner. O filme, “Tina”, baseado na autobiografia da cantora, “I, Tina” transformou-se num grande sucesso de público e crítica. Tina Turner iniciou sua carreira em 1958, anos 19 anos junto ao então marido, Ike Turner, na dupla Ike & Tina.

Junto com sua carreira, vieram os problemas: sofreu nas mãos do marido. Foi violentada e espancada diversas vezes. Por fim, conseguiu se separar e recomeçar sua carreira. Tina Turner estourou nas paradas de sucesso do mundo todo em 1984, aos 45 anos, com o disco “Private Dancer”, que teve como carro chefe a canção vencedora do Grammy, “What´s Love Got To Do With It”.

E as biografias das estrelas da música não param de pipocar. Sejam autorizadas ou não, elas são sinônimos de dinheiro em caixa. A história de Renato Russo, será levada aos cinemas em 2006. Seguindo o rumo e repetindo a fórmula de “Cazuza” e “2 Filhos de Francisco”, o filme promete ser outro estouro. Com muita polêmica e sofrimento, com certeza.

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