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Discoteca: Tina Turner, Private Dancer (Capitol Records / EMI, 1984)

1984 é conhecido como o ano das mulheres na música. As “novatas na máfia” Madonna e Cyndi Lauper conquistaram espaço com seus respectivos discos “Like a Virgin” e “She’s So Unusual”, revezando-se no topo das paradas de sucesso. Foi também neste mesmo período que a leoa do rock Tina Turner ressurgiu, correndo por fora e levando a melhor.

Tina havia ficado famosa ainda nos anos 60, quando junto de seu então marido Ike Turner formou a dupla Ike & Tina Turner. Durante boa parte daquela década e no início dos anos 1970, Tina fez muitos shows e obteve um sucesso relativo. Nessa época, também esteve à mercê dos vários abusos físicos e sexuais proferidos por Ike, que além de ser seu marido, era seu empresário.

Depois de muitas lutas e dificuldades, em 1977, já experimentando o gosto do ostracismo, Tina Turner finalmente conseguiu se divorciar de Ike Turner. Na partilha dos bens que ainda restavam ao casal, Tina abdicou de tudo, exceto de seu famoso sobrenome, Turner.

No início dos anos 1980, após uma desastrosa experiência como ‘diva’ da disco music, Tina foi redescoberta em Londres, e sem seguida, conseguiu um novo contrato para gravar um disco de material inédito, assim como produtores interessados em (re)apostar no seu incrível talento.

Tina Turner estava com 45 anos quando lançou o multiplatinadíssimo Private Dancer. Contendo composições de David Bowie, Al Green e Mark Knopfler, e ainda um poderoso e personalíssimo cover de Help dos Beatles, o disco fez história, faturando três prêmios Grammy, incluindo “gravação do ano” para What’s Love Got To Do With It, que ficou durante semanas no primeiro lugar da revista Billboard, e até hoje, permanece como uma das músicas mais tocadas no rádio.

Private Dancer é responsável pela maior “volta por cima” que o mundo da música já viu, e também por imortalizar a imagem da grande leoa do rock, Tina Turner, com suas belas pernas fatais, cabelos arrepiados e voz de trovão.

Depois do êxito do álbum, Tina Turner continuou lançando discos de sucesso, e percorreu os quatro cantos do mundo com suas megaturnês, batendo recordes de público em diversas cidades, incluindo o Rio de Janeiro, onde se apresentou em janeiro de 1988.

Em 2000, quando fez 60 anos, decidiu se aposentar depois do lançamento do disco de inéditas Twenty Four Seven e da turnê One Last Time On Tour.

Faixas:

I Might Have Been Queen
What’s Love Got To Do With It
Show Some Respect
I Can’t Stand The Rain
Private Dancer
Let’s Stay Together
Better Be Good To Me
Steel Claw
Help
1984

Ficha técnica:

Tina Turner (vocais)
Terry Britten (guitarras, vocais)
Jeff Beck, Ray Russell, David Walker (guitarra)
Wilton Felder (saxofone, baixo)
Gary Barnacle (saxofone)
Joe Sample (piano, sintetizador)
Rubert Hine (teclados, baixo, programação, vocais)
Nick Glennie Smith (teclados)
Greg Walsh (sintetizador)
John Illsley (baixo)
Simon Morton, Frank Ricotti (percussão)
Martyn Ware (vocais)
David Ervin (programação)
Cy Curnin, Tessa Niles, Glen Gregory, Gwen Evans, Jessica Williams, Alex Brown (backing vocals)
Produtores: Rupert Hine, Terry Britten, Joe Sample, Wilton Felder, Ndugu Chancler.
Engenheiros: John Hudson, Greg Walsh, F. Byron Clark.

 

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