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Em plena atividade, Paul McCartney é a maior lenda viva da música

Com 43 anos de estrada e 63 de vida, Sir Paul McCartney parece estar em excelente boa forma: acaba de lançar mais um disco solo, continua a eterna briga com Yoko Ono, e diz que ainda “compõe” em parceria com John Lennon.

No dia 2 de julho deste ano, McCartney, junto ao U2, garantiu a apoteótica abertura do Live 8, mega-festival contra a pobreza da África, tocando uma versão do clássico Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Paul ainda voltaria ao palco de Hyde Park, em Londres para encerrar o evento, que contou com a participação de cerca de 150 artistas divididos em 8 palcos, pelos quatro cantos do mundo.

A verdade é que Paul McCartney nunca parou. Desde o período intenso, rápido e definitivo em que foi um Beatle, entre 62 e 70, passando pela fase do Wings, junto à então esposa Linda McCartney, incluindo filmes, duetos e turnês, nunca lhe faltou fôlego. E agora, Paul tratou de embarcar em mais uma US Tour.

Além de ter tocado todos os instrumentos em todas as 13 faixas do novo álbum, Chaos and creation in the backyard (foto, à esquerda), ou seja “caos e criação no fundo do quintal” e de contar com a participação do super produtor Nigel Godrich, “queridinho” de Radiohead, Travis e Beck, Paul confessou recentemente à imprensa que quando senta para compor, ainda se sente como se John Lennon estivesse ali com ele, e é guiado pelo que ele provavelmente faria e aprovaria, numa espécie de “psicografia”.

Ironicamente, em uma declaração recente, a sempre belicosa Yoko Ono, odiada por 9 entre 10 fãs dos Beatles, declarou que “John Lennon sempre foi melhor cantor e compositor do que Paul McCartney”. Sir Paul, com toda a elegância, defendeu-se dizendo: “Ono não é muito inteligente, sua vida é dedicada a falar mal de mim. Parece que é a única coisa que faz o tempo todo.” Teria alegado ainda que Yoko Ono é apenas conhecida como a “viúva de Lennon”.

Chaos and creation in the backyard traz em tom nostálgico e anti-pop, sonoridades dos anos 60, e elementos que remetem aos primeiros discos de Paul após o fim dos Beatles, como McCartney, de 1970, e Band On The Run, de 1973, e ainda instrumentos como flugelhorn e gaita. Os destaques do álbum ficam por conta das faixas Jenny Wren e English Tea.

A nova turnê de Paul McCartney, que está cruzando os EUA, certamente se tornará uma das tours mais lucrativas do ano, como de costume. O novo show trará no repertório clássicos dos Beatles, hits do Wings, e é claro, as músicas do disco novo. Puro helter skelter.

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