Entre e se deixe levar com Roberta Granchi

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Roberta Granchi

Ela é uma jovem cantora e letrista paulistana que, já no disco de estreia, deixa bem claro a que veio. Roberta Granchi, 24 anos, desfila em “Se deixe levar” canções que são um convite para dançar, seja nas pistas – através de uma sonoridade vintage recheada de referências da black music dos anos 1970 – seja de rosto colado, em letras que falam de amor sem ser piegas, interpretadas em doses perfeitas de doçura e muita personalidade.
Em entrevista, Roberta Granchi fala sobre sua carreira, parceiros e influências musicais, além de apresentar canções de seu álbum:

Se deixe levar tem uma sonoridade que imediatamente remete o ouvinte ao soul funk dos anos 1970, sem deixar de lado outros elementos, como o rap, o pop e o rock. De que forma as canções do CD foram surgindo?
Recebi músicas de compositores de todo o Brasil e escolhi as que mais me tocavam. As que soavam melhores na minha voz, com uma linguagem direta, porém poética e com refrões marcantes. Em algumas canções adaptei umas frases ou até mesmo uma palavra que, pra mim, fazia toda a diferença no contexto. E nos outros casos fiz as letras.

Desde quando a música faz parte de sua vida? Quais são as suas principais influências?
Desde sempre! Meu pai, meu avô e alguns parentes são músicos, então desde pequena tive esse contato direto com a música. Todo esse processo aconteceu naturalmente e só fui descobrir que queria ser cantora aos 14 anos. As minhas principais influências vem do romantismo da música italiana, a melodia e o swing da nossa MPB, a vibração da música Pop e o groove do Soul/Funk.

Nomes conhecidos da MPB estão presentes no disco, seja nas composições ou nos instrumentos. O soul man Don Betto (autor do hit Pensando Nela), é seu parceiro em Quando o amor chegar. Lysias Ênio, irmão de João Donato, está presente em As 4 estações do amor. O jovem Edu Luke é um dos autores de Solidão. Na banda, além do guitarrista Fernando Vidal, estão Juliano ‘Papi’ Beccari e Kito Siqueira, tecladista e saxofonista do Funk Como Le Gusta. Fale sobre estas participações.
Tive a honra de trabalhar com um time de primeira e escolhido a dedo. O Don Betto é uma figura marcante na minha carreira, já fizemos muitos trabalhos juntos. Ele sempre foi uma escola pra mim e não poderia ficar de fora desse disco. O Edu Luke é um amigo talentoso que sempre admirei! Eu tinha vontade de gravar algo dele e a música Solidão caiu feito uma luva no meu repertório. Lysias Ênio foi uma surpresa maravilhosa que apareceu aos 45 minutos do 2º tempo, porque eu já tinha fechado o repertório com 10 faixas e o Márcio Lomiranda, parceiro dele, me mandou a irresistível As 4 estações do amor, faixa que abre o disco.

A faixa-título é uma versão de Dress, do Grupo Cloude 9. Na sua opinião, como é dar outra cara a uma obra de outra pessoa, ainda mais escrita originalmente em outro idioma?
Eu acho muito delicado criar algo dentro de uma música que já existe, sem decepcionar, principalmente quando as pessoas já estão acostumadas com a versão original. No caso das versões do meu disco, escolhi músicas que são praticamente inéditas. Aproveitei a melodia com outros arranjos e eu escrevi uma nova história, sem me prender ao que dizia a versão original.

O novo CD de Roberta Granchi, "Se deixe levar"
O novo CD de Roberta Granchi, “Se deixe levar”

O CD foi produzido por Alexandre Fontanetti, que também participou da produção de um clássico da MPB: o “Bossa ‘n’ roll” de Rita Lee, pioneiro no formato acústico, lançado em 1991. É uma responsabilidade a mais ou tudo transcorreu naturalmente?
Foi muito natural! Eu estava procurando um estúdio vintage, com uma sonoridade analógica, equipamentos valvulados e o baterista Serginho Della Monica me apresentou o Alexandre Fontanetti. Até então não conhecia os trabalhos que ele já tinha produzido. Além dos recursos que ele tinha no estúdio e a competência como produtor, o que me fez gravar com o Fonta, foi a afinidade musical que tivemos logo de cara, que foi fundamental na criação do meu som.

Seu trabalho é totalmente independente. Pra você, quais são as vantagens e desvantagens de ser indie?
A vantagem é ter a liberdade de gravar o que você quer, com quem você quer, aonde você quer, mostrando sua verdadeira essência. As desvantagens aparecem depois que o CD está pronto. A maior dificuldade é divulgar o trabalho, tocar nas rádios, aparecer na mídia para o público te conhecer. Existe uma grande barreira. No caso diria que sou uma “artista dependente” (risos).

Parte de sua divulgação é feita diretamente pela Internet, através do seu site e do Orkut. Como você vê esta forma de apresentar ao público a sua música?
É uma das opções. A internet tem um poder incrível de divulgação, prática, direta, rápida e não tem custos. Muita gente vem conhecendo o meu trabalho dessa forma e muitos já acompanham minha carreira. Está sendo muito gratificante!

Quais são os seus novos projetos para este ano?
Divulgar o meu CD, sempre ampliando novos horizontes, buscando novas parcerias. Continuar a fazer os shows com a minha banda e levar o som pra quem quiser ouvir e conhecer.

Onde e como encontrar Roberta Granchi e “Se deixe levar”?
No momento as pessoas encontram nas Livrarias Saraiva de todo o Brasil.

Quer mandar algum recado?
Gostaria de deixar o meu site e a minha comunidade no Orkut, para quem quiser conhecer mais e acompanhar o que ando fazendo. E convido todos que estão em Sampa para o meu show, quinta, dia 20 de abril, no Teatro Crowne Plaza. Mais informações estão disponíveis em www.robertagranchi.com.br. Beijos e a gente se vê por aí!

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