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Gilberto Gil e Chico Buarque cantam A mão da limpeza

Em 1984, no LP “Raça Humana”, Gilberto Gil lançou o funk “A mão da limpeza”, gravada com a participação especial de Chico Buarque. A letra era um protesto contra um velho – e preconceituoso – ditado popular que diz que “Negro, quando não suja na entrada, suja na saída”.

Segundo Gil, a canção foi feita “para repor certas coisas no lugar e remendar um preconceito histórico contra os negros; para responder, no mesmo tom, um desaforo”.

O clip, com Gil pintado de branco e Chico pintado de preto, você assiste abaixo:

A mão da limpeza (Gilberto Gil)

O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê

Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza

Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão

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