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A grandeza de Toquinho

É como se o folclore nacional estivesse andando por aí tocando seu violão e soando sua voz baixinha, em versos poéticos dos grandes deuses da humanidade. Sim, sua música pertence às veias do Brasil, de uma forma ou de outra, todo mundo já escutou, e certamente mais de uma vez, a música de Toquinho.

Desde pequenos aprendemos antes de tudo versos como “Era uma casa muito engraçada / não tinha teto, não tinha nada…” ou então “Lá vem o pato, patati patacolá / lá vem o pato para ver o que é que há…”, e principalmente “Numa folha qualquer, eu desenho o sol amarelo / E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo…”. A música deste grande compositor já está em nós desde que ainda nem sabemos quem ele é.

Na juventude começamos a conhecer Toquinho em suas canções que estão na consciência coletiva do nosso povo. Temas como “Tarde em Itapuã”, “Que Maravilha” e “Carta ao Tom”.

Antonio Pecci Filho nasceu em 6 de julho de 1946 na capital paulista e desde que era um “toquinho de gente”, como dizia sua mãe, ganhou esse apelido eterno. Seu primeiro e grande mestre do violão foi Paulinho Nogueira, falecido em 1999. Com ele Toquinho iniciou sua carreira e se juntou a nomes como Chico Buarque, Elis Regina, Marcos Valle, Taiguara, entre outros. Era uma grande turma de novos artistas que surgia no Brasil. Com Chico, Toquinho fez sua primeira melodia a ser letrada, na canção “Lua Cheia”.

Toquinho seguiu sua carreira compondo inúmeras canções de sucesso, com parceiros que fez por onde andava. Vinícius de Moraes, o poetinha, foi definitivamente o seu grande companheiro musical. Com ele, Toquinho compôs cerca de 120 canções e mais de 25 LPs, fazendo shows por todo mundo.

E Toquinho não parou. Hoje ele corre o país e o mundo com seus shows misturando saudosismo, novidades e um fantástico histórico musical no palco. O público é formado por todos, dos oito aos oitenta anos, que cantam do início ao fim os sucessos deste grande compositor do cancioneiro brasileiro.

“O grande desafio do compositor é fugir de sua própria sombra. O passado vai ficando grande, às vezes maior do que a gente mesmo.”

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