Glitter de Principiante traz de volta aos palcos o frescor e o brilho do Kid Abelha

Depois de Curitiba e São Paulo, ontem foi a vez do Rio de Janeiro conferir a tão aguardada volta do Kid Abelha aos palcos. Com o novo show, Glitter de Principiante, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato chegaram ao Citibank Hall, retornando aos trabalhos em grupo após quatro anos e confirmam o que todo mundo sabe: todos precisam de férias. E, no caso deles, esta temporada longe do público (do Kid) só fez bem.

Parece que foi na semana passada, mas lá se vão quase trinta anos que o Kid Abelha surgiu no cenário musical brasileiro, ainda com o sobrenome os Abóboras Selvagens, recolhido na virada dos anos 1990. O roteiro passeia por estas três décadas de hits, trazendo também duas inéditas: além da canção que dá nome ao show e Veio do tempo, o (bem costurado) setlist vai diretamente aos corações e mentes dos fãs, que cantam em coro delícias sonoras como Nada sei (2002), seguida por No seu lugar (1990), Educação Sentimental II (1985), Glitter de Principiante, Como é que eu vou embora e Na rua, na chuva, na fazenda (1996), Eu só penso em você (1998), Dizer não é dizer sim (1989), No meio da rua e Amanhã é 23 (1987), Grand’ Hotel (1991), Veio do tempo, Garotos (1985) – com citação de Louras Geladas, sucesso do RPM do mesmo ano, Peito aberto (2005), Lágrimas e chuva (1985), Eu tive um sonho (1993), Seu espião e Fixação (1984), Te amo pra sempre (1996) e, fechando o show, três canções arrebatadoras do primeiro LP do Kid, lançado em 1984: Como eu quero, Alice (não me escreva aquela carta de amor) e Pintura íntima.

No palco, uma nova banda acompanha o trio: na bateria, Adal Fonseca; no baixo, Marcelo Granja; nos teclados e vocais, Gê Fonseca; nas guitarras e vocais, Fernando Aranha. Painéis luminosos compõem o cenário, reproduzindo imagens relacionadas às letras, como os fantasmas de Fixação, corações em Te amo pra sempre, trechos do belo clip de Grand’ Hotel e as capas de todos os discos do Kid Abelha em Alice.

A festa não pára por aí: a turnê está só começando, e a expectativa é de que um novo DVD, gravado ao vivo, venha na sequência e documente esta festa pop, que merece ser registrada. Afinal de contas, são trinta anos de música da minha, da sua, das nossas vidas. E, como é bom dizer: o Kid Abelha está de volta!

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