Cantora reafirma seu dom em seu segundo CD, “Quando o céu clarear”

2007 é, definitivamente, o ano das sambistas e seus bons trabalhos. E a este time se junta mais uma bamba do gênero: a paulistana Fabiana Cozza (foto), que em seu segundo CD, “Quando o céu clarear” (Eldorado), reuniu 15 canções de grandes compositores brasileiros, como Roque Ferreira, Nei Lopes, Nelson Sargento, Jorge Aragão, Delcio Carvalho e Dona Ivone Lara, diva que comparece em pessoa para cantar a sua “Doces recordações”.

Após a boa acolhida de seu álbum de estreia, lançado há três anos – “O samba é meu dom”, que lhe rendeu três indicações na edição 2005 do Prêmio Tim de Música (“Revelação”, “Cantora” e “Cantora de samba”), entre outros elogios – desta vez Fabiana Cozza passeia fortemente por temas recheados de referências – e reverências – ao sincretismo religioso (“Incensa”, “Quando o céu clarear”, “Novo viver” – com participação especial do Quinteto em Branco e Preto, “Agradecer e abraçar” – gravada por Maria Bethânia no CD “A força que nunca seca”, de 1999 – , “Pela sombra”, entre outros, como “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes).


O novo CD de Fabiana Cozza, “Quando o céu clarear”

Com sua interpretação marcante, Fabiana também se lança em outras praias, rodopiando em “Mestre-sala” (de Douglas Germano e Everaldo ÉfeSilva), “Parte” (de Rubens Nogueira e Paulo César Pinheiro”) e “Tendência”, de Aragão e Ivone Lara, conduzida pela Direção Musical e Arranjos de Marcos Paiva.

Fechando o disco, Fabiana Cozza recupera um grande sucesso da safra de João Bosco e Aldir Blanc, escrito com Paulo Emílio: “Nação”, um dos clássicos eternizados na voz de Clara Nunes (1942-1983), em releitura que não deixa nada a dever a original, gravada pela eterna guerreira em seu último LP lançado em vida, em 1982.

2007 é, definitivamente, o ano das sambistas e seus bons trabalhos. Assim como é, definitivo, o talento e o dom de Fabiana Cozza. Confira.

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