Rock, o bom velhinho

O Rock ‘n’ Roll comemora sua resistência aos tempos com uma juventude impecável

Elvis Presley

Distorções, cara feia, cabelos enormes. Nem só de música vive o aclamado estilo popular da juventude, o Rock and Roll. Misturado com sexo e drogas, ele exala a perfeita combinação de rebeldia de uma geração transviada pelo caos do mundo. Surgido nos anos dourados da música, o Rock foi deglutido aos poucos por uma sociedade acostumada a ser “careta” por opção. Ele foi sendo construído aos poucos, em estilo e ritmo, e ganhando cada vez mais força, através de Litle Richard, Chuck Berry e o rei Elvis Presley (foto).

O Brasil, como não poderia deixar de ser, se apaixonou pela gandaia dos gringos e caiu de boca. A primeira a entoar o novo sentimento americano foi, para espasmos de alguns, uma cantora de samba: Nora Ney (1922-2003, foto abaixo). A loucura toda se deu pela música Rock around the clock, trilha do filme Blackboard Jingle.

O sucesso foi tanto que diversos cantores populares da época resolveram abraçar o novo ritmo que surgia para estremecer os anos 50, entre eles Cauby Peixoto, Carlos Gonzaga e Agostinho dos Santos.

Nora Ney

Rock and Roll em Copacabana foi o primeiro rock nacional registrado como tal, de autoria de Miguel Gustavo (1922-1972). Sim, o mesmo autor da reacionária e ufanista Pra Frente Brasil. Mas é de contradições que vive este estilo maldito. Mas enquanto uns faziam “verdinhas” com a chegada deste “apocalipse” musical, outros levaram a coisa muito mais a sério.

Nisso os anos se passavam, e, como todos estão embítouzados de saber, há muito do que se contar sobre esses tempos de paz e amor que estavam se aproximando. Desde os amantes frustrados da Bossa Nova aos emepebedistas de plantão, todos amaram os Beatles e os Rolling Stones. Brasil, praia, sol e corpos de fora, tudo bem! Mas o ritmo que embalava aquela geração não era o mesmo pelo qual desfilava a garota de Ipanema. Os brasileiros assumiram o Rock definitivamente para suas vidas. E a história que segue vocês já sabem. O estouro nacional nas batidas 4×4 junto àquela dança onde os rapazes ficavam longe das moças, mas tremiam como batedeiras da Arno, foi registrado nos anais da Música Popular Brasileira.

Celly Campello

A delicadeza de Celly Campello (1942-2003, foto a esq.), primeira artista brasileira a fazer grande sucesso cantando rock (Estúpido Cupido, Banho de Lua etc), a durabilidade de Renato e seus Blue Caps, a irreverência dOs Incríveis, a simpatia de Ronnie Von, o iêiêiê da Jovem Guarda, a psicodelia dOs Mutantes, a bruxaria de Raul Seixas, os palavrões da Camisa de Vênus, a majestade de Rita Lee. Enfim, todos os participantes da história do nosso “roquezinho antigo que não tem perigo de machucar ninguém”, influenciando gerações e gerações com sua música.

Salve 13 de julho, Dia Mundial do Rock!

1 comentário

  1. Eu tinha 7 anos e celly campello surgia.Essa lembrança eu guardo pra sempre.Sua voz suas músicas e ate mesmo seu retorno.em l968/7l e 76.Ela cantava com muita inspiração e o rock/brasil deve sempre lembra=la
    Aliás, ainda hoje ate criança canta suas músicas

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