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A “nova marca” Som Livre

Foto: reprodução de TV, a partir dos créditos da novela “Selva de pedra”, 1972

Fundada em 1969, a gravadora Som Livre surgiu da necessidade de comercialização e distribuição das trilhas sonoras das novelas da Rede Globo de Televisão, que, na época, chegavam até o telespectador/ouvinte através da Philips/CBD (Cia. Brasileira de Discos).

O primeiro LP lançado pela Som Livre foi a trilha da novela “O cafona”, de Bráulio Pedroso, em 1971. A trama, estrelada por Marília Pêra e Francisco Cuoco, tinha como destaque a personagem Shirley Sexy, cujo tema era interpretado pela própria atriz, entre canções escritas especialmente para a novela, a pedido da emissora. Nesta linha, surgiram trilhas totalmente compostas por Roberto & Erasmo Carlos (“O bofe”), Antônio Carlos & Jocafi (“O primeiro amor”) e Toquinho & Vinicius de Moraes (“O bem amado”), entre outros.

Em pouco tempo, além das trilhas, discos de carreira de outros artistas passaram a ser lançados pela Som Livre, dando início a um catálogo que hoje abriga verdadeiras pérolas da história da música popular brasileira, como “Acabou chorare”, do grupo Novos Baianos (1972), “Fruto Proibido”, de Rita Lee (1975), além dos LP’s de estreia de Djavan (“A voz e o violão”) e Guilherme Arantes, lançados em 1976. Nos anos 80, vieram discos de Elis Regina (“Trem azul”, 1982), Agepê (“Mistura Brasileira”, 1984), Fafá de Belém (“Aprendizes da esperança”, 1985), as milhares de cópias vendidas com o fenômeno Xuxa Meneghel e as Aquarelas Brasileiras de Emílio Santiago, entre 1988 e 1994.

Entre as trilhas de novelas – o principal produto da Som Livre – têm lugar cativo na memória dos brasileiros as trilhas de “Roque Santeiro” (1985), “Vale tudo” (1988) e “O Rei do Gado” (1996), que (facilmente) ultrapassaram a marca de um milhão de cópias vendidas, um número inimaginável para a atual realidade do mercado fonográfico.

No sentido horário: o rótulo de um compacto de Rita Lee, em 1976; a logomarca reformulada, em 1978; e a terceira (e atual), de 1999
No sentido horário: o rótulo de um compacto de Rita Lee, em 1976; a logomarca reformulada, em 1978; e a terceira (e atual), de 1999

A primeira grande mudança na logomarca da Som Livre aconteceu em 1978. As cores verde e azul, que formavam um espiral psicodélico nos rótulos dos discos deram lugar a uma nova imagem, um “S” azulado semelhante à marca da Rede Globo.
A segunda mudança aconteceu em 1999, em plena era do CD, onde o “S” foi substituído por uma nova marca, representado através de dois CD’s estilizados.

Neste ano, além das trilhas sonoras e coletâneas – como as séries “Perfil” e “Novelas”, a Som Livre aposta em uma renovação de seu elenco, lançando os últimos trabalhos de Lulu Santos (“Longplay”), do Kid Abelha George Israel (“Distorções no meu jardim”) e do Barão Vermelho Rodrigo Santos (“Um pouco mais de calma”).

Assista abaixo a alguns comerciais de trilhas da Som Livre:

Meu bem meu mal Internacional, de 1991 (O primeiro título da Som Livre a ser anunciado na TV “em Discos, fitas e compact disc”):

Rainha da Sucata Nacional, de 1990:

O Dono do Mundo Nacional, de 1991:

Por amor Nacional, de 1997:

Sabor da paixão Nacional, de 2002:

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