Entrevista: Os Motores estão ligados

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Banda Motores (Foto: Patricia Cecatti)
Banda Motores (Foto: Patricia Cecatti)

Eles são paulistas, músicos e estão engrenados em uma só coisa: Rock ‘n’ Roll. Um baque nos ouvidos e uma ideia na cabeça, e só! Nasceram rock, respiram o rock e certamente vão deixá-lo na eternidade com a marca de suas músicas.
Vinda do puro underground da cidade de São Paulo, a banda Motores ergue a cabeça e mostra seu estilo, não apenas com meros gritos e distorções, mas também acoplado de ideias, afinal “Rock’n Roll é estilo de vida!”. Se o Rock morreu, eles o ressuscitaram, e o mostram pra quem quiser ouvir.
A Motores certamente é uma das poucas bandas que realmente mantiveram-se livres das influências comerciais, que transformam a música em produto de supermercado, mantendo-se autêntica e livre de rótulos pulguentos que assombram o significado do som em si… ou qualquer outra nota musical.
Em entrevista, Talita, vocalista da banda, fala sobre o som e o estilo Motores. Aperte o cinto que isso é Rock ‘n Roll!

É evidente, não há tantas bandas de rock no Brasil. Ou melhor, não há espaço para as bandas de rock. O que se vê por aí é uma chicletada de distorções e rimas amor/dor. A Motores se mostra diferente desse rock pirulito, fazendo seu som mais puro e criativo. Qual é a atitude que a banda toma para não cair na mesmice desse tipo de banda? Já foram tentados por alguém para largar tudo e virar um popstar medíocre?
Não sei dizer se é exatamente “atitude” o que a banda toma, acho que o nosso som é verdadeiro ao ponto de ser diferente, vem do coração!

No mesmo patamar da Motores, há muitas bandas nos dá um grande orgulho musical, mesmo aparecendo para poucos, mas bons ouvintes da cena independente. Com quais bandas deste underground a Motores troca figurinhas? Rola umas Jam Sessions?
Motores troca figurinhas com muitas bandas, tanto do underground como mainstream, somos bem resolvidos com isso, música é música! Mas posso citar do underground bandas como o Galaxy, Last Pain, Imperdíveis, Daniel Beleza e muitas outras que estão aí na ativa. Sempre rola um tempinho para uma Jam (risos), é só chamar.

De quem veio a ideia do nome Motores? Alguém apaixonado por automóveis?
Não, o nome não tem a ver com motores mecânicos de carro ou motos, e sim está relacionado a outro tipo de motor, como o coração, o cérebro, o motor que impulsiona o Rock ‘n’ Roll. A ideia veio daí, graças ao guitarrista Gustavo X, e eu, que viajamos e chegamos a essa conclusão (risos).

Precisa-se ter coragem para mostrar músicas próprias, algo difícil de se ver por aí, onde covers é a sensação. Há, sempre – culpa de certos insistentes meios comunicativos – uma recusa ao desconhecido. Qual é o truque para que o público se mantenha atento à novidade? O que vocês tocam além das músicas autorais?
Não temos truques, a gente toca, quem estiver afim de ouvir fica, quem não estiver cai fora, pra nós o importante é se divertir. A atenção é nossa, nós é que ficamos atentos para não cair na mesmice.

Quem são os compositores da Motores? Como surgem as canções – letras e músicas? O que inspira as músicas da banda?
Todo mundo escreve no diário (risos), mas na banda o guitarrista Gustavo X é quem compõem as músicas; diz ele que o que o inspira são as coisas do dia-dia, a realidade, o amor, o mundo… ele vem com a letra e a base e todos nós juntos trabalhamos para que ela crie vida! Tipo um Frankenstein.

Tem muita banda por aí que, para inovar, acaba mesclando vários estilos junto ao rock. O rap acabou tomando conta e virando moda entre os roqueiros. Você, particularmente, gosta desta mistura de ritmos? O som da Motores tem alguma influência nesse sentido?
Não temos nada contra quem gosta de misturas, e até ouvimos coisas interessantes por aí. Nós não gostamos de fazer isso no nosso som, queremos o rock ‘n’ roll puro e sem rótulos, bem simples.

Uns dizem que o rock é essencialmente político, outros já acham que é um medíocre alienado. O que você pensa sobre esse ‘tal de roquenrow’?
Rock ‘n’ Roll é estilo de vida! Nada mais, nada menos! Ninguém vira roqueiro da noite para o dia, tá no sangue, tá na alma.

Logo nascerá a herdeira da maior roqueira do país (Talita é casada com Beto Lee, filho de Rita Lee). O que muda musicalmente com o surgimento dessa nova garotinha?
Tudo! É nosso amorzinho surgindo nesse mundo, a vida muda naturalmente!

Onde achamos a banda Motores?
No nosso site, no Fotolog e no Trama Virtual. É só ficar ligado na agenda, que as pessoas poderão nos encontrar, em um boteco ou casa de shows por aí! Os Motores estão ligados!

4 thoughts on “Entrevista: Os Motores estão ligados

  1. Não gosto muito do vocal,ela é linda,e parece gostar realmente do Rock,mas a voz dela não me convence,não é nada demais.A banda,o som é da pesada,mas respeito o fato de O Rock,ser um estilo de vida,e assim ela querer fazer parte desse estilo e o defendê-lo.

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