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Zeca Baleiro: Engatilhando balas


O que é preciso para atingir um público?
Balas e alvo!
Um pouco de inteligência e a marketinguidade correta.
Não há malas nem cuecas que suportem o poder desta arma.

Estava tudo concentrado nos bolsos.
Baleiro para o bafo. O degusto constante das salivas adocicadas da canção.
Sem enganações pretensiosas. Apenas um compositor popular que absorve as imagens jogadas e as transforma em músicas e letras.
Umas simples, lenhadas nas fogueiras de noites frias.
Outras multiplamente personais, que traduzem ritmos e olhares.

Cantarolando para as seletas multidões.
Escolhendo a dedo no infinito álbum de idéias de sua mente iminente, as palavras certas que encontram-se no eixo entre sentir e ouvir.
Intervindo às tribos a mescla de tipos.
Praticando a anarquia trabalhista no mundo carrasco capitalista.
Despedindo patrões, distorcendo o Senhor, estripando o mundo cão.

Traduzindo approach, azulando o elevador, como um cantor de soul.
Alentando hits gastos, praticando o bom gosto.
Bem menos bobo que uma banda de rock. Podes crer!

Mais um que não é apenas um. São mil.
O ouro fino do que se vê.
Faz parte dos cinco, no palco.
Segredos amórficos, um quebra cabeça quântico.
Nada fácil, nem tão difícil. O óbvio escondido.
Essencial fórmula para se achar…
…o alvo tão procurado!

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