Notas

Brasil perde o talento de Carmem Costa

Carmem Costa, com Dona Ivone Lara e Alaíde Costa
Carmem Costa, com Dona Ivone Lara e Alaíde Costa
A voz de uma das grandes cantoras da época de ouro da Rádio Nacional calou-se na manhã desta quarta-feira. Carmem Costa (à esquerda na foto, ao lado de Dona Ivone Lara e Alaíde Costa), 87 anos, morreu de insuficiência renal e parada cardíaca, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, RJ, onde estava internada desde ontem.

Carmelita Madriaga Koethler nasceu em Trajano de Morais, interior do Rio de Janeiro, em 5 de janeiro de 1920. Aos 15 anos de idade foi trabalhar como doméstica na casa de Francisco Alves, que descobriu o talento da jovem e a levou para participar de programas de auditório. Na década de 40, ao lado de Marlene, Emilinha Borba, Linda e Dircinha Batista, Carmem Costa brilhou ao cantar sambas como Onde está o dinheiro?, Dance mais um bocado e Samba, meu nego, além da clássica valsa Está chegando a hora, versão feita por Henricão e Rubens Campos da música mexicana “Cielito lindo”, que se tornou um grande sucesso dos carnavais.

O último disco de Carmem, Tantos caminhos, foi lançado pela Som Livre em 1996, reunindo composições próprias e sucessos da MPB, como Esse cara (Caetano Veloso) e Pressentimento (Élton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho), além da faixa-título. Em 1999, participou do show Elymar mais popular, ao lado do cantor Elymar Santos. Uma das últimas apresentações de Carmem Costa aconteceu em 2004, no Rio de Janeiro, no Centro Cultural da Justiça Federal.

O corpo de Carmem Costa será velado na Câmara de Vereadores do Rio, nesta quarta-feira, e cremado amanhã, dia 26, no cemitério do Caju, zona portuária da cidade.

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