Após quatro anos, Leila Pinheiro volta ao disco com Nos horizontes do mundo

Em meados de 1985, quando Leila Pinheiro surgiu no Festival dos Festivais da TV Globo defendendo Verde – composição de Eduardo Gudin e Costa Netto – todos (ou quase todos) tinham a certeza que uma nova estrela surgia no cenário musical brasileiro. Sua interpretação marcante e voz cristalina eram o destaque daquele evento que, em vão, buscava trazer para a televisão o brilho e a alegria dos festivais de outrora.

O que todos (ou quase todos) não entenderam foi o fato de Verde não ter recebido o primeiro lugar. Injustamente.

Felizmente, Leila seguiu seu caminho e hoje, vinte anos depois, todos nós somos presenteados por ela em seu 12º CD: Nos horizontes do mundo, produzido por Alê Siqueira, marca sua estreia na gravadora Biscoito Fino, após quatro anos desde Mais coisas do Brasil, lançado pela Universal em 2001.

Nas 16 canções deste novo álbum, Leila traz a tônica de seus trabalhos anteriores: a qualidade, aliada a parcerias inéditas. Pela Ciclovia, deliciosa canção de Marcos Valle e Jorge Vercilo, já está em execução nas rádios de todo o país. Hoje foi composta por Leila com o saudoso Renato Russo, em 1993. Há também o registro do inédito e tão anunciado encontro entre Ivan Lins e Chico Buarque, promovido por Leila: Renata Maria. E uma composição da própria Leila Pinheiro: Delicadeza.

E não pára por aí: tem O Rappa (A Minha Alma), Nelson Cavaquinho (Juízo Final), Caetano Veloso (Tiranizar), Wander Lee (Onde Deus possa me ouvir, gravada por Gal Costa em 2002 no CD “Bossa Tropical”), e muito mais, quer dizer, … E Muito Mais, composição de João Donato e Lysias Ênio, entre outras músicas belíssimas, num CD de projeto gráfico bacanérrimo, tal qual o site de Leila Pinheiro: www.leilapinheiro.com.br.

Após ouvir o CD, a pergunta sobre o resultado do festival de ’85 soa ainda mais forte. Ainda bem que Leila aí, emocionando a todos nós.